TJ-MA aumenta para 22 anos pena de Júnior do Nenzin condenado pela morte do pai, ex-prefeito de Barra do Corda
Justiça aumenta pena de condenado por morte de ex-prefeito O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aumentou, nessa terça-feira (14), a pena de Manoel Mari...
Justiça aumenta pena de condenado por morte de ex-prefeito O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aumentou, nessa terça-feira (14), a pena de Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como "Júnior do Nenzin", para 22 anos de prisão pelo assassinato do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda Manoel Mariano de Sousa, o ‘Nenzim’. "Júnior do Nenzim" havia sido condenado em 22 de maio de 2025, a 16 anos de prisão em regime fechado, por participar do crime. A vítima foi assassinada em dezembro de 2017, na zona rural de Barra do Corda, no sul do Maranhão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça A decisão manteve a condenação e alterou apenas o tempo de pena, por considerar que os 16 anos fixados anteriormente eram insuficientes diante da gravidade do crime. A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal. Os desembargadores negaram o recurso da defesa e aceitaram os pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação para aumentar a pena. Durante o julgamento, os magistrados apontaram falhas no cálculo da pena inicial. Por isso, revisaram critérios como culpabilidade, personalidade, circunstâncias e consequências do crime, todos avaliados de forma negativa. Além disso, o tribunal ajustou pontos técnicos, como o reconhecimento de agravantes, e considerou o fato de a vítima ser idosa, o que contribuiu para o aumento da pena. Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, após júri popular, por participação no homicídio do pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado, quando há três fatores que aumentam a gravidade da pena, além de ser caracterizado como parricídio, quando a vítima é um dos pais. O caso teve grande repercussão no Maranhão. Manoel Mariano de Sousa Filho, o 'Júnior do Nenzim', foi condenado a 16 anos de prisão pela morte do pai Reprodução/TV Mirante No recurso, a defesa pediu a anulação do júri, alegando que a decisão foi contrária às provas. Como alternativa, solicitou a redução da pena. Os desembargadores rejeitaram os pedidos e entenderam que a condenação está baseada no conjunto de provas. Segundo a Corte, a decisão dos jurados deve ser mantida, conforme o princípio da soberania dos veredictos. Com a nova decisão, a pena passa a ser de 22 anos de reclusão em regime fechado. Júnior do Nenzin está preso desde março de 2025 e cumpre pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Relembre o caso Ex-prefeito de Barra do Corda foi assassinado na manhã desta quarta-feira (6) Reprodução/TV Mirante O crime aconteceu na manhã do dia 06 de dezembro de 2017, quando 'Nenzim' foi assassinado com um tiro no pescoço, na zona rural de Barra do Corda, a 341 km de São Luís. De acordo com as investigações, no dia do crime o filho de "Nenzim", Mariano Filho, estava junto ao pai e não havia mais ninguém no local do crime. Além disso, após a morte de Mariano de Sousa o veículo em que os dois estavam não seguiu direto para o hospital, o que tornou o filho dele ainda mais suspeito. Vídeos de câmeras de seguranças também flagraram a caminhonete dirigida por Mariano Filho na principal avenida do condomínio onde o ex-prefeito 'Nenzim' foi morto. Apesar das provas, 'Júnior do Nenzim' nega o crime. Dias depois da morte do pai, Mariano Filho foi preso na casa de um amigo, em Barra do Corda. Segundo a polícia, o assassinato do ex-prefeito ‘Nenzim’ teria tido como motivação o roubo de várias cabeças de gado de sua propriedade em Barra do Corda. Mariano Filho estaria devendo agiotas e teria vendido as cabeças de gado da fazenda do seu pai para o pagamento dessas dívidas. Imagens de câmeras de segurança mostram a caminhonete onde Nenzim e Mariano Júnior estavam, circulando dentro de um condomínio. Reprodução/TV Mirante Quase dois anos depois, Júnior do Nenzim foi solto após ter sido concedido um habeas corpus e precisou cumprir medidas cautelares em liberdade, com o uso de tornozeleira eletrônica, até o julgamento. Manoel Mariano Júnior, suspeito de planejar o assassinato do pai, chegou algemado a sede da SEIC em São Luís. Reprodução/TV Mirante De acordo com as investigações da Polícia Civil, no dia do crime, Júnior do Nenzim era a única pessoa que estava com o pai. Informações iniciais apontavam a presença de dois homens em uma moto como possíveis assassinos do ex-prefeito, mas a versão foi negada após a realização de laudos periciais. Mais de 20 testemunhas foram ouvidas. Após a finalização do inquérito, 'Júnior do Nenzim' foi denunciado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) por homicídio qualificado.